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Por Alexandre Monteiro

Você já ouviu falar que fulano de tal é “hipster”? Este termo se refere a um grupo de pessoas de classe média urbana que adora arte independente e atividades que não sejam muito comuns, tendo um estilo de vida, digamos, mais alternativo. Para essa trupe, viajar é mais do que conhecer os pontos turísticos mais emblemáticos – é procurar recantos escondidos, intocados, locais que pouca gente sabe que existe ou lugares que remetam a alguma espécie de nostalgia.

Se você não sabia o que era hipster mas se identificou com este conceito, veja as dicas a seguir para melhorar ainda mais a sua experiência de viagem.

Procure por uma cafeteria local. Há poucas coisas mais relacionadas à cultura hipster do que a busca por variedades nativas de café. Mergulhar na cultura local por meio do cenário “cafeeiro” vai fazer o mais calouro dos turistas parecer um veterano. Por mais que as grandes redes de café, como Starbucks, estejam em todo o lugar – e sejam bem gostosos, diga-se a verdade -, tente andar mais um pouco e pergunte a algum morador da cidade qual a melhor cafeteria nas redondezas. Outra boa ideia é vasculhar o Instagram atrás de perfis especializados em cafés no destino que você vai visitar.

Assuma dupla personalidade. Não no mau sentido. A gente explica: divida-se entre ser turistão e ser um viajante alternativo. Tire um dia para visitar os principais pontos turísticos – eles são clichê por uma razão. Claro que você deve ver o Big Ben (Londres), se perder no Museu do Louvre (Paris) e tirar a clássica e boba fotografia na Torre de Pisa. Mas também reserve dias para experimentar a cidade como se realmente vivesse lá. Ache um pub onde você é o único brasileiro, visite aquela pequena livraria onde só há livros no idioma do lugar… Por que não aproveitar o melhor de cada “personalidade” viajante?

Explore o distrito criativo. A maioria das grandes cidades tem seus próprios distritos peculiares: o mais chique, o mais pobre, o reduto boêmio, a parte com mais natureza… Uma maneira de realmente sentir a vibração da cidade é explorar o distrito criativo. Todo lugar tem seu próprio Brooklyn, o famoso distrito criativo de Nova York. Procure descobrir onde fica. As redondezas desses distritos são tomadas de artesãos e outros artistas urbanos que, em busca de aluguéis mais baratos, ocuparam o local e o transformaram em algo mais moderno. Para viajantes, visitar esses lugares é tirar uma folga das multidões das cidades, que podem parecer clichês e pouco autênticas.

Não coma apenas os pratos típicos. Claro, provar a culinária local é obrigatória. Ir para a região da Bavaria e comer schnitzel com batatas é uma coisa, mas por que não dar mais um passo e procurar novos estabelecimentos que valorizem a gastronomia tradicional do lugar, elevando-a com técnicas modernas de culinária? Em Londres, por exemplo, fish and chips é um petisco clássico que você deve experimentar, mas será mais memorável se você descobrir um restaurantezinho bem local que faça uma releitura desse prato típico, tornando-o contemporâneo e inesquecível.

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Visite distritos criativos onde você pode conhecer artistas locais e ainda apoiá-los ao comprar um suvenir especial

Encontre uma pequena galeria de arte. Similar à dica sobre a culinária, não queremos que você dispense uma visita ao Tate Modern Museum ou ao Louvre. Conhecer os museus clássicos nunca é uma má ideia. No entanto, explorar uma parte da cidade que seja mais escondida e reúna jovens artistas locais é um caminho interessante – até porque você estará apoiando a produção local. Conhecer essas pessoas também é uma ótima forma de pegar dicas sobre outros lugares pouco conhecidos da cidade.

Visite mercadinhos e feiras orgânicas. Economizar dinheiro é um dos aspectos mais estressantes de uma viagem, especialmente para estudantes, que têm o orçamento apertado. A comida é um dos principais gastos de um turista: se você comer fora no café da manhã, no almoço e no jantar, vai ficar sem dinheiro rapidinho. Em vez disso, aja como um nativo e compre comida em um mercadinho de rua ou na feira orgânica, de produtores locais. Cozinhar sua própria refeição alivia sua carteira e é uma excelente oportunidade para conversar com os moradores da cidade e praticar a fluência do seu idioma

Compre um suvenir único. Comprar suvenires pode ser chato. Você quer encontrar algo legal para todo mundo e, claro, para você mesmo, mas precisa ter em mente quanto espaço vai ocupar da sua bagagem, que naturalmente já volta mais cheia. Quer encontrar algo com significado, mas não muito caro. Pode ser uma boa ideia levar um chaveirinho da Torre Eiffel, mas procure também coisas mais genuínas, produzidas artesanalmente por um artista local, algo que você pode encontrar facilmente nos distritos criativos. É mais legal para todo mundo, desde a pessoa que você vai presentear até o próprio dono da lojinha.

Procure assistir a um pequeno show. Se você avistar na rua um pôster que anuncia um show de uma banda local que você jamais ouviu falar, em um local que você também desconhece, saiba que esta é a programação perfeita para seu entretenimento noturno. Muito mais interessante que pagar uma fortuna por um concerto de alguém famoso. Em alguns casos, bandas locais tocam até de graça, ou a preços irrisórios em boates descoladas. Além disso, você pode se gabar para seus amigos anos mais tarde, caso a banda fique realmente popular.

 


Fonte: The College Tourist
Imagens: Pexels