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Por Camila Almeida

Bateu aquela vontade de viajar de navio mas a lista de contras é maior que a de prós para embarcar nessa ideia? A temporada de fato não será das melhores por conta da alta do dólar, o que torna a viagem mais cara e, além disso, os custeios para as companhias também aumentou, o que fez com que a frota de navios tenha reduzido nos últimos anos. Segundo dados da Associação Brasileira de Cruzeiros Martítimos (CLIA Abremar Brasil), serão dez navios que percorrerão a costa brasileira e países vizinhos até maio de 2016, mesmo número que na temporada anterior. A expectativa de público é de mais de 590 mil cruzeiristas ao longo de 211 roteiros de viagem. Mas com um pouco de planejamento e olhar atento às facilidades de pagamentos e promoções, aquela ideia pode se concretizar facilmente. Listamos cinco prioridades para você considerar na escolha da sua viagem e dela ter apenas boas lembranças.

1 – Quem embarca nessa?

Os cruzeiros se tornaram característicos pela vantagem que se tem em levar mais pessoas para viajar junto. Se vai sozinho, o custo da cabine é o mesmo para duas pessoas Somente alguns navios têm poucas cabines com uma cama, mas geralmente têm um sofá que pode virar segundo leito. É comum grupos dividirem cabines duplas ainda que os passageiros não se conheçam tanto. Neste caso, a vantagem é do bolso.

Já para quem viaja com a família, ficar com os filhos na mesma cabine pode sair mais em conta do que comprar outra apenas para eles, já que terceiro e quarto passageiros poderão pagar tarifa especial se outros dois pagarem cheia. Há também companhias que até oferecem duas cabines duplas mantendo pacote de plano familiar – com dois passageiros menores de 18 anos -, mas sempre sujeito à disponibilidade de cabines. A proprietária da agência Equipe de Viagem, Lúcia Sígolo, destaca que há empresas que oferecem preço menor para crianças ou até gratuidade para terceiro ou quarto passageiro. Uma vez decidido quem irá com você, vale pesquisar as opções e preços que cada uma oferece.

2 – Quanto está disposto a gastar?

Se não quer levar as dívidas como recordação da viagem, é preciso definir até que valor pode gastar sem que isso comprometa o seu orçamento. Coloque no papel o custo do pacote, despesas na chegada e partida do porto de embarque e desembarque, além dos pagamentos de bebidas a bordo, compras no shopping, serviços pagos – como restaurantes, salão de beleza, cassino ou spa – e custos de comida, souvenirs, ingressos ou táxi em cada parada do barco.

Muitas empresas oferecem facilidade de pagamento, como o câmbio congelado ou parcelamento em até 12 vezes

, comenta Lúcia sobre a principal preocupação dos turistas na hora de adquirir um cruzeiro: o preço. Entretanto, ela não sabe até quando manterão o dólar congelado, na faixa dos R$ 3,00, já que hoje está em torno de R$ 4,00.

Lúcia afirma que os clientes também vão interessados nas atividades que serão oferecidas, principalmente para as crianças, que têm monitores e espaços próprios para os pequenos acima de três ou quatro anos e adolescentes também. “Digo a eles que tudo tem o seu preço. Sempre ofereço algo focado na qualidade, como as novidades de cada navio, serviços e atividades”.

A forma de pagamento das despesas internas do navio também deve ser considerada, já que poderá comprar dólares ou vincular ao cartão de crédito, sujeito ao pagamento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), de 6,36%.

3 – Quando é melhor ir?

Alguns roteiros especiais, como Natal, Ano Novo e o de shows como o do cantor Roberto Carlos têm valor agregado e, assim, saem mais caros.

Mas há companhias com promoções para quem quer viajar agora em novembro

, acrescenta a proprietária da agência. Isso porque os transatlânticos já chegaram na costa e precisam ocupar as cabines.

A empresária e professora, Maria Goreti Costa, já é cruzeirista e optou neste ano por um roteiro curto, já que será a primeira vez da mãe dela no navio. “Como estou indo com ela resolvi ousar um pouquinho e pegar uma cabine externa com varanda, quem sabe ela se apaixona pela viagem e resolva fazer outras?”, comenta. Apesar de ter separado uma quantia em dólar, as despesas no barco serão pagas no cartão de crédito. No orçamento, Goreti calculou gastos com bebida, mas também planeja usufruir de outros pacotes, como o do Spa.

4 – Para onde ir?

A temporada 2015/2016 será marcada por minivruzeiros, com duração de três a cinco noites, percorrendo praias como Ilhabela e Ilha Grande, no litoral de São Paulo e Rio de Janeiro, respectivamente. Os que vão para o Nordeste, como Bahia e Recife, têm preço mais elevado devido à alta procura. O mesmo incide sobre o preço para os que fazem roteiro internacional, passando por Uruguai e Argentina, além do fato de serem cruzeiros de cerca de sete noites. Segundo a CLIA Abremar Brasil, os roteiros passarão por 26 cidades na América do Sul, das quais 15 são no Brasil.

5 – Que companhia?

Dentro do que havia planejado na compra do pacote, há cerca de cinco meses, Goreti optou por trocar de companhia para conhecer os serviços oferecidos, desta vez na Royal. “O que mais me atrai são as pessoas, o próprio navio, a comida e o lugar. Será a primeira experiência Royal. As minhas viagens anteriores foram com a MSC, onde só tenho elogios”, acrescenta.

Entre as grandes companhias que fazem a nossa temporada , a Costa terá dois navios (Fascinosa e Pacífica), a MSC terá cinco (Lirica, Poesia, Splendida, Magnifica e Armonia), dois da Pullmantur (Empress e Sovereign) e a Royal Caribbean com o Rhapsody of the Seas. Apesar dos roteiros serem semelhantes, as companhias variam entre si nos serviços ofertados, conforto e aparência. Vale a pena pesquisar sobre cada uma, consultar quem já fez cruzeiros antes e que tenha gostos parecidos com o seu para dar dicas e informar-se com agências de viagens ou no contato com a própria companhia a fim de esclarecer dúvidas e fazer a melhor escolha.


Imagem: morgueFile