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Por Alexandre Monteiro

Exposições sobre variados tipos de comida têm sido muito populares na última década, desde a mostra “Nossa cozinha global: comida, natureza e cultura”, promovida pelo Museu Americano de História Natural, até a intitulada “Coma, beba e seja feliz: comida na idade média e no renascentismo”, do Getty Center, complexo cultural de Los Angeles. No ano passado, a Expo Milão focou na cultura culinária, com várias exposições produzidas em parceria com outros museus.

Comida, no fim das contas, é um tópico forte. Afinal, todo mundo come, não é mesmo?

Espalhados por vários lugares e com as mais diferentes temáticas, os dez museus a seguir são solidamente dedicados a alguma área particular da cultura gastronômica. Se você é um amante da culinária e do turismo, aproveite para atualizar sua listinha de lugares a visitar.

Museu Spam (Austin, EUA)

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Este lugar é dedicado a um produto chamado Spam: carnes pré-cozidas e enlatadas fabricadas pela empresa Hermel Foods e um clássico “ame ou odeie” da culinária norte-americana. Embora os visitantes não sejam capazes de verdadeiramente descobrir o que há dentro das latas, o museu oferece uma boa perspectiva histórica, incluindo as embalagens mais antigas, utilizadas durante a Segunda Guerra Mundial. Foi neste período que o Spam foi introduzido no Hawaii e nas ilhas Marshall, onde é um produto muito consumido, considerado quase típico dessas regiões.

Entrada franca. Entre novembro e março, funciona de terças a sábados das 10h às 17h e aos domingos das 12h às 17h. Entre abril e outubro, abre das 10h às 18h de segunda a sábado e das 12h às 17h aos domingos. Fecha em 1º de janeiro, na Páscoa, no feriado de Thanksgiving e no Natal (na véspera e no dia).

Museu das batatas fritas (Bruges, Bélgica)

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O centro histórico de Bruges é quase um museu por si só. Cada esquina parece ter saído de uma pintura. Mas outro tesouro desta cidade, considerada Patrimônio Mundial pela Unesco, é um museu dedicado a um clássico: as batatas fritas. O local destaca a história deste petisco também muito apreciado por brasileiros, começando pela origem das batatas, no Peru, há mais de 10 mil anos, explicando como se tornou uma comida tão amada na região. Também há uma “celeiro” onde os visitantes podem finalmente ter uma provinha, já que é difícil andar por este museu sem ficar com fome.

Funciona das 10h às 17h, sendo a última entrada às 16h15. Fecha no Natal (24 e 25 de dezembro) e no Ano Novo (31 de dezembro e 1º de janeiro). No ano que vem, também não funcionará entre 9 e 13 de janeiro. Os bilhetes são € 7, mas se o grupo for de mais de 15 pessoas, o preço fica € 6, assim como para estudantes e idosos acima de 65 anos. Crianças de 6 a 11 anos pagam € 5.

Museu da Comida e da Bebida (Nova York, EUA)

Não está em pleno funcionamento, mas operando como uma espécie de laboratório em Williamsburg, no bairro nova-iorquino do Brooklyn. É onde os curadores criam as exposições, promovem programações gratuitas, aulas de culinária, degustações e seminários sobre comida. Isso tudo é uma preparação para fazer deste lugar o primeiro grande museu com mostras “comestíveis”. A ideia surgiu em 2013, quando o museu arrecadou $ 100 mil com uma campanha para financiar sua primeira exposição, dedicada aos cereais matinais, típico dos cafés da manhã norte-americanos. Outras vêm por aí. Até lá, fique de olho no calendário deste que promete ser, logo mais, uma das maiores atrações turísticas de Nova York.

Abre de sexta-feira a domingo, das 12h às 18h. Os ingressos devem ser adquiridos com antecedência pelo site.

 

Museu do Chocolate (Colônia, Alemanha)

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Apesar de você pensar que o lugar que mais se associa ao chocolate é a Suíça, é na cidade alemã que fica o maior museu dedicado à história desta guloseima, desde seu surgimento com a civilização Maia até sua introdução na Europa, abordando também a cultura contemporânea. Uma das principais colaboradoras do acervo é a empresa Lindt, baseada na Suíça. O museu oferece visitas guiadas, uma fabulosa cafeteria e uma loja com mais de 100 mil produtos feitos de chocolate. Os textos são em inglês e alemão e, para crianças, há várias atividades interativas. O ponto forte do local é uma fonte de chocolate de cerca de 3 metros de altura.

A entrada custa € 9 para adultos ou € 8,50 se o grupo for de pelo menos 15 pessoas. Funciona de terça a sexta-feira das 10h às 18h e sábados, domingos e feriados das 11h às 19h. Neste mês de dezembro, também abrirá às segundas.

Museu do macarrão (Roma, Itália)

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O macarrão e a Itália são praticamente indissociáveis, então faz muito sentido que um museu dedicado a este prato fique em Roma, capital do País. O macarrão tem uma rica e longa história. As pessoas na península itálica já comiam massa bem antes daquele famoso conto de que Marco Polo trouxe o espaguete da China. No fim das contas, tornou-se a iguaria mais famosa da Itália. O acervo do museu inclui vários modelos de rolos de massa, máquinas para preparar o macarrão e explicações sobre diversas técnicas. Há também uma ótima biblioteca com volumes antigos e modernos sobre o assunto.

Está atualmente fechado, mas vai abrir em 2017. O ingresso custa € 10 e o horário de visitação é das 9h30 às 17h30.

Museu do presunto (Parma, Itália) 

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Se você acha que um museu dedicado ao presunto soa frívolo, você com certeza nunca esteve na Itália. Aquele povo, especialmente o da região de Emilia-Romagna, têm a iguaria como um orgulho cultural. A tradição e as técnicas para produzir presunto do porco vêm da Antiguidade romana. A receita se refinou ao longo dos séculos, mas é a localização da cidade de Parma que faz deste museu um lugar muito interessante para quem se interessa por culinária: o clima imprime um sabor distinto no presunto, que não pode ser atingido em nenhum outro lugar do mundo. E é claro que você vai poder degustar.

Funciona de 1º de março a 8 de dezembro apenas aos sábados, domingos e feriados, das 10h às 18h.

Fonte: About Travel
Imagens: VisualHunt e Pexels