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Por Camila Almeida

Não viaja quem não quer. Com ou sem crise, basta que se saiba gerenciar o próprio dinheiro e destiná-lo ao projeto de relaxar nas águas límpidas do Caribe ou em um passeio de balão na Capadócia. Preparar-se para uma viagem é questão de disciplina, tanto na elaboração do roteiro quanto no momento mais desafiador e importante: poupar. Veja algumas dicas que o Melhor Câmbio preparou para você aprender a planejar sua viagem:

1. O primeiro passo é definir o orçamento de quanto quer gastar. Coloque tudo na ponta do lápis. Tudo mesmo. Só assim para ter uma ideia mais próxima de quanto custará tudo. Calcule o valor do pacote adquirido e some despesas que ele não inclui, como gastos diários. Some transporte aéreo, terrestre (ônibus, táxi, trem, carro), comida, hotel, ingressos em museus e parques e compra de souvenirs. O economista Alessandro Azzoni explica que, depois de somar tudo, a quantia deve ser convertida para reais para ter ideia de quanto poupar. Para quem quer colocar tudo na ponta do lápis, os aplicativos Trip Budget (Android)  e Trail Wallet (Apple) ajudam a fazer este levantamento.

2. Considere opções alternativas que reduzam o custo da viagem. Antes mesmo de sair do Brasil, opte por empresas aéreas low-cost, que são mais simples mas com passagens mais baratas. Veja nesta matéria algumas dicas para viajar de avião mais em conta. Se vai para um local com transporte público acessível, escolha trens e ônibus que facilitem o seu deslocamento e com custo melhor do que os táxis. O site e aplicativo Quanto custa viajar informa o preço dos transportes e custo de vida nas cidades. Já os sites Viajanet, Decolar.com e Expedia, por exemplo, dão preços de passagens aéreas, hotéis e aluguel de carro. E fazendo o pacote pode sair mais em conta. Vale conferir também com as agências de viagem o valor dos pacotes e benefícios.

3. Mesmo que você tenha preferência por um padrão de hotel, veja opções de quartos mais simples, assim como outros locais de hospedagem. Quando se viaja em grupo, as despesas podem reduzir alugando casa e carro, por exemplo. As opções hoje em dia são bem mais amplas. Confira o Airbnb, com sugestões de aluguel de quartos e imóveis em qualquer lugar do mundo. Já para diárias de hotéis você pode visitar o Trivago e Hotel Urbano.

4. Em meio à incerteza político-econômica no país, o economista sugere que à medida que se poupa também compre a moeda do local a ser visitado. Se o dólar reduzir, não será tanta diferença, pois o país tem baixas perspectivas de crescimento por entidades nacionais e internacionais, além da falta de ação para atrair investidores e reaquecer a economia. O euro já não tem tanta diferença ante ao dólar, o que, para Alessandro Azzoni, denota o esforço do governo dos Estados Unidos de valorizar a moeda norte-americana. Para pesquisar a melhor cotação de moedas estrangeiras, visite o Melhor Câmbio, claro. Você pode propor uma oferta de compra a um valor que possa ser mais acessível e acompanhar se alguma corretora aceita cobri-la.

5. É tempo de consumir de maneira consciente. Reduzir as despesas mensais alivia seguir com a poupança para a viagem. Repense todas as suas despesas e se elas realmente são necessárias. O economista sugere avaliar desde a conta do celular, se há um plano mais alternativo, assim como a internet na sua casa ou o pacote de TV. Se sai para comer, dançar ou se reunir com amigos de duas a três vezes por semana, reduza para uma ou duas vezes e em lugares mais em conta. Fique de olho na conta de luz, que teve seu custo elevado ao longo dos meses. Adquira o hábito de desligar os aparelhos e utensílios da tomada e em stand-by. De acordo com estudo feito por Alessandro Azzoni, o fio plugado na tomada, sem uso, consome 1 quilowatt por hora. Imagine o dia todo e esse montante no mês, por nada. Fique de olho também nas compras do mercado. Pesquise onde os produtos que você geralmente compra podem ser mais em conta. E aproveite as promoções de acordo com o que se consome, não pela quantidade. “Se reduzir R$ 100 na luz, R$ 100 no pacote de TV, R$ 100 saindo menos entre outras mudanças, dá para economizar de R$ 500 a R$ 1 mil no mês”, comenta o economista.

6. Nem seria preciso dizer que tempo é dinheiro. Quanto antes você se planeja para a viagem, poderá poupar mensalmente quantias menores do que se tivesse apenas seis meses ou menos para a partida. Reservar valores muito altos podem comprometer o seu orçamento e a sua vontade de guardar.

Tem que pensar como um projeto. Não adianta confundir. Se economizar R$ 500 a cada mês, em quatro meses já serão R$ 2 mil e por mais que dê vontade de gastar vendo esse dinheiro que “sobra”, é preciso lembrar por que está fazendo este esforço

, afirma Azzoni, que aconselha também que se abra uma conta poupança apenas para projeto, evitando que ele seja gasto. E uma vez adquirido o hábito de um consumo mais consciente e um orçamento menos apertado, a “sobra” valerá para outros projetos e viagens ainda mais elaboradas, que te proporcionem experiências.

7. Guarde seu dinheiro mas fique de olho no setor da empresa que você trabalha. Caso tenha notado que sua empresa sofreu redução nas vendas, ela poderá fazer reajustes como cortar pessoal. Assim, siga poupando, mas espere até ter certeza de recuperação da área da empresa ou que seu emprego não corra risco. Ou opte por uma viagem mais curta ou para um país em que a moeda seja mais barata. Mas se o cenário for positivo, o economista recomenda que quem tem reserva, compre sem se endividar. “Tente fechar a compra à vista, negociando algum desconto.”


Imagem: Tax Credits/ Creative Commons