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Por Camila Almeida

Quando se viaja, qualquer orçamento pede um consumo mais consciente. Por melhor que seja aquele restaurante badalado da cidade, será que vale a pena trocar uma refeição e pôr em risco os demais dias de passeio? Bem, você até pode arriscar a degustar um prato local saboroso se souber escolher outras despesas que passam despercebidas ao longo da viagem. Veja algumas dicas que a blogueira do LideHacker, Heather Yamada-Hosley, sugere quando se trata de despesas com alimentação.

Garrafinha reutilizável

Foto: Ostephy/ MorgueFile

Foto: Ostephy/ MorgueFile

 

Já pensou quanto você e sua família ou amigos gastariam em garrafinhas de água a cada vez que saísse do hotel? Parece pouco, mas faça as contas em uma viagem de 15 dias. Tomando como base a pesquisa de custo de vida do site Numbeo, o preço de uma simples garrafa de água, de 300 ml, varia de acordo com a cidade. Mas se pararmos para converter, certamente vai pensar “que água cara!”. Pois bem, vamos lá:

Roma = 0,88 € = R$ 3,52

Londres = 1,19 € = R$ 4,77

Berlim = 1,38 € = R$ 5,53

Paris = 2,07 € = R$ 8,29

Zurique = 3,45 € = R$ 13,82

Tudo bem, todo viajante que não quer ter um ataque cardíaco no exterior sabe que o melhor remédio é não converter nada. Mas vale o que é razoável para o conforto de toda a jornada e não passar os últimos dias contando moedas. Em primeiro lugar, a hidratação ajuda na saúde, especialmente em dias de longas excursões para ver ruínas a milhas de distância do seu hotel.

Para alívio de muitos sedentos, alguns lugares oferecem água potável para quem quiser reabastecer a garrafinha. Vale a pena pesquisar antes se o local onde vai passar o dia tem essa facilidade.

Essa dica é essencial quando se viaja no alto verão, quando os vendedores sabem que a água é a maior pedida e, por isso mesmo, jogam o preço lá em cima. Aí você sai perdendo. Se quiser ter o seu próprio refil, compre no mercadinho local garrafões de 5 litros e leve para o hotel.

Comércio local, não turístico

Foto: Tomboy/ MorgueFile

Foto: Tomboy/ MorgueFile

 

Não adianta ir na vendinha mais próxima no bairro recheado de atrações turísticas. Os comerciantes precisam lucrar e sabem que a conveniência de estarem ali, tão pertinho de você, também tem seu preço. Administre seu tempo para fazer uma caminhada um pouco mais longa e identificar onde ficam as lojas que moradores locais frequentam. Isso serve tanto para a região onde você está hospedado quanto para as áreas que estiver visitando próximo do horário de almoço ou janta.

Descobrindo lugares assim, você tem duas opções. Uma delas é encontrar lanchonetes ou restaurantes que os locais frequentam e que certamente terão preço mais em conta do que aqueles entupidos de turistas. Essa alternativa é altamente indicada para quem não se preocupa com aparência de prato, do visual do estabelecimento, muito menos que o garçom ou o atendente seja poliglota. Se tiver restrições alimentares, leve um papel com estas anotações em inglês para o caso de ele não entender o seu sotaque.

A outra é ir ao mercadinho, comprar opções que sirvam de lanche rápido ou até substituam as refeições, desde que aguentem longas horas fora da refrigeração, na sua mochila. Você pode montar sanduíches, biscoitos, frutas, barrinhas de cereais e algum doce de sobremesa. Este é um hábito comum entre turistas que gostam de aproveitar o tempo para conhecer tudo o que puderem e deixarem para degustar uma bela refeição à noite ou em um horário sem pressa para pedir a conta.

Se o lugar onde você se hospedou tem cozinha, como hostel ou casa alugada, vale a pena fazer sua própria comida. Isso se tiver planejado antes o tempo que vai reservar para preparar as refeições.

Café da manhã que é quase um almoço

Foto: Hilarycl/ MorgueFile

Foto: Hilarycl/ MorgueFile

 

Para encarar um dia inteiro de passeios, a boa alimentação começa desde cedo. Um bom café da manhã te poupa de ter que procurar lanches de ambulantes ou ter que gastar na lanchonete dentro do museu, que costuma ter preços estratosféricos. Não tenha vergonha de comer bem de manhã, muito menos de embrulhar alguma fruta ou pãozinho doce no guardanapo para comer mais tarde. Você não é o único a fazer isso no mundo!

O almoço costuma ser mais barato do que a janta nos restaurantes. Então tire o tempo necessário para se alimentar bem outra vez e, assim, fazer uma refeição mais leve na hora da janta, ou melhor, mais em conta. Comer bem entre café da manhã e almoço te dá combustível para bater as pernas o dia todo e só relaxar de noite. Mas vale lembrar do bom senso e que comer muito certamente vai te dar sono ou baixar o seu pique durante a tarde. Coma mas não abuse!

Pratos que compensam

Foto: MGDboston/ MorgueFile

Foto: MGDboston/ MorgueFile

Nem sempre ir atrás do mais barato quer dizer que você vá se alimentar bem. Ao ler o menu do restaurante ou da lanchonete, veja os combos e se o preço deles compensa mais do que pedir apenas um salgado e uma bebida, por exemplo. Observe nas outras mesas ou pergunte ao garçom se os pratos são fartos e que poderiam facilmente servir para duas pessoas. Isso acontece em muitos lugares. Assim, você pode pedir um prato que venha com guarnições e seja uma refeição completa para duas pessoas. Veja abaixo o preço médio do site Numbeo para refeições em restaurantes que não são considerados caros.

Berlim = 8 € = R$ 32

Paris = 13 € = R$ 52

Roma = 15 € = R$ 60

Londres = 15 € = R$ 60

Zurique = 22,76 € = R$ 91,16

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Imagem: Hotblack/ MorgueFile