Fotos de viagem são premiadas pelo Washington Post; veja as vencedoras

montanha

O 17º concurso anual de fotos de viagem promovido pelo jornal norte-americano The Washington Post recebeu cerca de 1,3 mil inscrições. Os participantes visitaram tantos lugares – África do Sul, Uganda, Ilhas Galápagos, Eslovênia, Vietnã, Antártica, Irã… – que as imagens formam uma verdadeira volta ao mundo.

A organização percebeu algumas tendências. A principal delas: muitas pessoas têm aberto mão das câmeras profissionais e registrado as multifacetadas paisagens por meio dos seus smartphones. Confira os três vencedores e outras oito imagens que ganharam menção honrosa.

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Vencedor: Esta imagem de Tim Auer captura a calma e a serenidade de um nascer do sol no parque nacional de Yellowstone, em Wyoming (EUA), mas o próprio fotógrafo estava longe de estar tranquilo. Minutos depois de fazer esta fotografia, em janeiro, o engenheiro elétrico de 32 anos pediu a namorada em casamento. Fotógrafo interessado pela vida selvagem, ele queria capturar o rebanho de bisões se amontoando à direita. Apenas um desses animais estava se aproximando, então ele clicou com uma câmera profissional da marca Canon, buscando capturar sua silhueta. Tanto a imagem quanto o pedido à namorada foram um sucesso. O casamento será em março de 2017.

 

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2º lugar: Gerente de projeto de uma empresa farmacêutica, Shannon Hinson-Witz recorda que esperava pacientemente pelo momento em que esse jovem gorila da montanha, parte da família Humba, virasse em direção a ela. Ele estava sentado, feliz e mastigando a vegetação. Witz fez esta foto no Parque Nacional Virunga, no Congo. E sabia que queria um grande zoom, em função dos olhos do gorila, segundo ela, “muito cativantes”. Depois de 45 minutos no aguardo, seu esforço valeu a pena. O primata virou-se e olhou para ela. “Eu não conseguia desviar meu olhar do dele. Foi fascinante”, diz ela, que o fotografou também com uma câmera profissional Canon, de disparo silencioso para não assustar o bicho. “Foi um momento emocional, íntimo e muito raro”, disse ela, que espera que a fotografia inspira outras pessoas a aprender mais sobre animais vulneráveis e sobre o Virunga, parque mais antigo da África e patrimônio mundial da Unesco.

 

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3º lugar: Alguns anos atrás, David Kim, de 32 anos, decidiu que precisava de uma mudança drástica em sua vida. Em vez de continuar atrás de uma tela de computador, como exigia sua profissão de especulador financeiro independente, ele abandonou o escritório para viajar pelo mundo. Kim agora faz de 22 a 25 viagens por ano e cataloga suas aventuras no Instagram. Uma das mais memoráveis foi na Ilha Robben, na África do Sul, onde fica a prisão em que Nelson Mandela ficou detido durante 18 anos. Ele capturou a si mesmo pulando entre os molhes da praia, posicionando sua câmera Leica e usando o temporizador. A imagem, segundo ele, capta bem o estado de humor e espírito do local. “Apesar de estar chovendo, o sol aparecia entre as nuvens”, relata. “Mandela e seus companheiros de prisão não eram amargos ou raivosos, mas sim esperançosos”.

 

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Menção honrosa: A química Jackelyn Soto, de 33 anos, fez em fevereiro uma viagem de seis dias à Islândia, junto à mãe e ao irmão mais novo. Foram surpreendidos ao descobrir recursos naturais terrestres muito inspiradores. “Você sente como se tivesse em outro mundo”. Entre as atividades das férias, estava uma excursão pelas geleiras, organizada pelo próprio hotel onde se hospedaram. Esta foto é de dentro de uma delas. Para tirá-la, ela diminuiu a velocidade do obturador da câmera e tentou mantê-la o mais firme possível, apesar de tremer de frio. A foto não tem nenhum filtro. “Essas cores são exatamente as que eu vi pessoalmente”, conta Soto.

 

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Menção honrosa: Dennis Barnett, 65 anos, estava se aventurando pela Namíbia quando observou e compôs este enquadramento impressionante, formado por duas enormes dunas de areia de cor vermelho-alaranjada. Barnett, que gosta de tirar fotos planas e diretas, é dono de uma pequena empresa de design e registrou essa imagem durante uma viagem, em julho.”Gostei deste ângulo porque a composição ficou praticamente simétrica, com três triângulos perfeitos”, conta ele, que usou câmera Nikon. “Não havia uma nuvem no céu”, comemora. À esquerda do centro, se você observar bem, vai ver algumas pessoas ao fundo, descendo as dunas. Um detalhe que dá ainda mais charme à fotografia.

 

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Menção honrosa: Syeda Batool Moosvi foi cativada pela arquitetura da cidade de Teerã durante sua primeira visita ao Irã, em julho. A cidade fica em um grande vale, à sombra das montanhas Alborz. Médica residente no Washington Hospital Center, Moosvi viajou até lá a trabalho, para uma conferência médica. Teve um dia em que levantou-se cedo e registrou o nascer do sol da varanda do quarte de hotel. Notando o contraste entre as partes modernas e antigas de Teerã, assim como o jogo que os raios de sol faziam sobre os prédios, pegou seu iPhone 6 e registrou a cena. Seu marido a encorajou a enviar para o concurso. “Essa imagem me traz boas lembranças”, diz ela sobre a foto.

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Menção honrosa: “O Matterhorn me fascinou desde que visitei a primeira vez, quando criança”, diz Christopher Michael Shepherd, de 21 anos, que tirou esta foto durante viagem de duas semanas à Europa. Recém graduado engenheiro estrutural, ele voltou em junho a Zermatt, na Suíça, para fotografar o marco mais emblemático do País, a montanha mais conhecida dos Alpes. “Desta vez, senti que minhas habilidades fotográficas estavam em um nível em que seria possível capturar sua essência”, diz. Fez uma caminhada de quatro horas até o topo, satisfeito com o que havia registrado. Mas foi na descida que notou a formação da nuvem em torno do pico da montanha, cuja sombra descansava sobre a casinha. O ponto de vista peculiar levou-o a pegar de novo a câmera e começar a registrar.

 

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Menção honrosa: “Estava tudo vazio”, relembra Regina Goetze Roman, 60 anos, sobre a cena que viu em uma manhã de abril no Cairo. “Senti como se estivesse testemunhando algo que raramente é visto”. Observando o céu claro e a figura solitária do senhor em uma espécie de charrete, começou a clicar com sua câmera Nikon. Momentos depois, a cena mudou completamente, quando chegaram os ônibus de turismo, superlotando o lugar. Diretora espiritual em uma igreja, Roman diz que esta imagem é “a história a fluir”. “Deu em mim e a quem estava comigo naquele momento um sentido de atemporalidade e um sentimento de espanto e admiração da civilização”, relata.

 

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Menção honrosa: Frederick J. Baldassaro fez esta imagem durante uma oficina de fotografia da National Geographic em Dubois, Wyoming (EUA). Certa manhã, ele percebeu que a luz batia de forma diferente sobre os chapéus de caubói. Enquanto os colegas estavam fora do celeiro, ele se infiltrou para capturar o momento de perto. Usando uma lente grande-angular, ele fez alguns cliques antes de seguir com as aventuras previstas para o dia. “Mantinha minha câmera comigo em todo momento, dia e noite, para o caso de haver uma oportunidade fotográfica como esta”, diz ele, diretor de comunicações de 42 anos. “Foi um momento perfeito de luz e sentimento. Assim que saí do celeiro, sabia que tinha capturado algo especial”.

 

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Menção honrosa: Uma bifurcação na estrada acabou sendo uma bênção disfarçada para Andrew Kaufman, um residente em cirurgia de 31 anos, que disparou a câmera durante uma caminhada, no Ano Novo, no Bryce Canyon National Park, em Utah (EUA). “Tínhamos acabado de entrar em um percurso longo no parque, quando em um certo ponto a trilha foi interrompida, devido ao gelo. Ficamos frustados”, conta. E então ele notou sua esposa olhando para o céu – e olhou também. A perspectiva incomum e a vibração de cor chamaram sua atenção. “Você realmente não se dá conta do quão grandiosas as árvores podem ser, até que você olha para cima e as vê assim”, diz Kaufman. “O céu estava incrivelmente azul e as paredes do cânion eram enormes, com textura interessante em tons de laranja e amarelo”, descreve.

 

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Menção honrosa: Em outubro, Aya Okawa sobrevoou a região de Yellowstone para capturar de cima o Grand Prismatic Spring, uma fonte de água quente que forma as cores do arco-íris. Se inclinou da janela aberta da pequena aeronave e começou a clicar com sua Nikon, fazendo com que a atração parecesse o olho de uma ave aumentado em milhões de vezes. A posição do sol foi fundamental para que ela pudesse obter uma boa iluminação, tanto no chão quanto nas cores da fonte, diz Okawa, de 38 anos, que trabalha na direção de uma ONG. As cores e os padrões se assemelham a uma obra de arte abstrata. “Você vê todas as texturas da Terra, é muito bonito”, diz.

Imagens e Fonte: The Washington Post

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