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Por Alexandre Monteiro

Em 2018, os ataques terroristas às Torres Gêmeas de Nova York e ao Pentágono, em Washington – que ficaram conhecidos como o 11 de setembro – completam 17 anos. Um dos episódios mais marcantes orquestrados pela organização islâmica Al-Qaeda, a data é lembrada com tristeza e consternação, uma vez que foram mais de três mil pessoas mortas em um cenário de guerra.

Em homenagem aos que morreram, foi inaugurado em 2014 o Museu Nacional do 11 de Setembro, transformando-se no maior marco do renascimento do World Trade Center, no centro de Manhattan. Por meio de recursos multimídia, arquivos e mais de 10 mil artefatos e objetos encontrados nos destroços das torres, o local é a primeira instituição que documenta o impacto e a significância dos eventos que fizeram parte daquele dia fatídico.

Com design do arquiteto Michael Arad e paisagismo de Peter Walker, também arquiteto, o museu situado no mesmo lugar onde antes estavam as Torres Gêmeas oferece ao visitante duas exibições. A “In Memoriam” faz um tributo às três mil vítimas do ataque, por meio de histórias pessoais e outras memórias. A outra, uma exposição histórica, traz fotografias, áudios e videoclipes, com depoimentos em primeira pessoa, examinando os eventos relacionados à destruição das torres e do Pentágono e explorando o incidente de forma mais ampla, como seus efeitos posteriores e o impacto global.

Talvez a parte mais impactante seja um espaço onde descansam milhares de partes dos corpos de vítimas não identificadas, junto a um espaço onde os familiares podem visitar. Funciona separadamente do museu e não é aberto ao público, embora os visitantes possam notar que fica atrás de uma grande parede onde está inscrita a frase “Nenhum dia pode apagar você da memória do tempo”.

Há um anexo, aberto desde setembro de 2011, exatamente na planta das torres originais, onde uma fonte d’água desce para um buraco escuro – este é o Memorial. No entorno, 76 placas de bronze mostram os nomes de todas as vítimas – onde normalmente os familiares depositam flores e homenagens -, inclusive as que morreram em um outro ataque, em 1993. Este lugar é aberto e gratuito ao público.

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Para trazer uma mensagem de paz e recomeço, o memorial traz a Survivor Tree – uma árvore que sobreviveu ao atentado. Depois dos ataques, ela foi transplantada para outro lugar, mas voltou ao local original em 2010.

O museu funciona das 9h às 20h de domingo a quinta-feira, com a última entrada sempre às 18h. Nas sextas e sábados, é das 9h às 21h, com última entrada às 19h. Separe ao menos duas horas do seu dia para fazer a visita.

Os ingressos custam US$ 24 para adultos, US$ 18 para idosos e estudantes e US$ 15 para crianças entre 7 e 18 anos. Crianças de até seis anos não pagam. A entrada é gratuita nas terças-feiras após as 17h (ingressos são distribuídos por ordem de chegada a partir das 16h). Familiares das vítimas, funcionários que trabalharam no resgate e militares têm sempre cortesia. Os tíquetes podem ser comprados online no site 911memorial.org

Há ainda o monumento do Pentágono, dedicado aos que morreram ali em 2001. Em uma área livre, cada uma das 184 estruturas de ferro – que podem ser consideradas bancos para sentar – representam homens, mulheres e crianças que não sobreviveram ao atentado terrorista. Estão dispostas por idade. A direção a que as estruturas apontam significam o lugar em que a vítima morreu: no pentágono ou dentro do avião. Está aberto 24h por dia, com visitação grátis.


Imagens: VisualHunt